E não dá mesmo para ignorar o fenômeno chinês. Segundo o Global Language Monitor, que ranqueia as cidades mais importantes do mundo no quesito moda, Hong Kong está em segundo lugar na pesquisa do ano, desbancando a tradicional Milão. Depois de estrear no topo 10 da lista em 2009, São Paulo caiu algumas posições e agora ocupa o 13º, enquanto Londres permanece em 3º, logo antes de Paris, que vê Nova York tomar a dianteira já há alguns anos. Para montar a lista de 40 localidades, que inclui o Rio em 19º, o instituto faz um monitoramento de mídia para observar a frequência com que as cidades são citadas em veículos impressos e online.
Cada dia mais bem informados, os consumidores estão se tornando mais conscientes em relação ao meio ambiente, repensando inclusive o consumo de moda. Tem-se buscado o consumo de peças de vestuário, calçados e acessórios com origem em matérias-primas renováveis, recicladas, sustentáveis. Nesse cenário, confecções que investem verdadeiramente em sustentabilidade saem na frente. No entanto, não basta usar o conceito verde em alguns tecidos e como estratégia de marketing. É preciso garantir a sustentabilidade em toda a cadeia de produção, principalmente se o alvo é também o mercado externo. Sylvio Napoli, gerente de capacitação tecnológica da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), afirma que “Países da Europa e EUA já exigem a comprovação desse comportamento, pedem certificações e impõem barreiras técnicas para a importação. A indústria têxtil brasileira está começando a adaptar suas fábricas a esse novo conceito”. Fique atento!

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